Corretora de imóveis está desaparecida há quase 1 mês, e família pede ajuda para conseguir informações
13/01/2026
(Foto: Reprodução) Imagens mostram corretora momentos antes de desaparecer, em Caldas Novas
A corretora de imóveis, Daiane Alves Souza, de 43 anos, está desaparecida há quase um mês em Caldas Novas, na região sul de Goiás. A mulher foi vista pela última vez no prédio onde a família mora, no centro da cidade, no dia 17 de dezembro. Em entrevista ao g1, a mãe de Daiane, Nilse Alves Pontes, de 61 anos, cobrou respostas sobre o paradeiro da filha.
Segundo Nilse, no dia do desaparecimento, a corretora foi até o subsolo do prédio para restabelecer a energia, pois o seu apartamento estava sem luz. Imagens de câmeras de segurança mostram Daiane no elevador pouco antes de desaparecer, por volta das 19h. Ela entra na cabine enquanto grava um vídeo para uma amiga, sai em seguida e não retorna mais (veja acima).
De acordo com a família, não há imagens da mulher saindo do prédio e nem voltando ao apartamento, o que aumenta o mistério sobre a sua localização. Daiane estava de chinelo e bermuda, deixou os óculos de grau e os pertences em casa.
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“A partir do momento em que a porta do elevador abre no subsolo, a gente não tem mais notícia dela”, desabafou a mãe.
Ao g1, o delegado Alex Miller informou que há uma investigação em andamento para apurar o desaparecimento de Daiane. “São várias hipóteses investigativas, não sendo possível descartar nenhuma”, destacou.
Daiane é natural de Uberlândia (MG), mas mora em Caldas Novas há cerca de dois anos. Segundo a mãe, a corretora é responsável por cuidar de seis apartamentos da família na cidade turística, com procuração para administrar locações.
Dia do desaparecimento
Daiane Alves Souza, de 43 anos, está desaparecida há quase um mês em Caldas Novas
Arquivo pessoal/Nilse Alves Pontes
Nilse contou que havia combinado com Daiane que chegaria a Goiás no dia 18 de dezembro, um dia antes da filha desaparecer. A última conversa entre as duas aconteceu na manhã do dia 17, quando ficou acertado que se encontrariam no dia seguinte, para discutirem questões de locação para o Natal e a virada do ano.
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Ao chegar ao apartamento, a mãe não encontrou Daiane. A porta estava trancada, mas ela não foi localizada. A filha da corretora também chegou pouco depois e não a encontrou, o que deu início às buscas. Naquela mesma noite, a família registrou um boletim de ocorrência.
De acordo com a mãe, o que há de concreto são imagens de câmera de segurança e vídeos gravados pela corretora antes do desaparecimento. Nilse contou que a filha filmou o apartamento sem energia elétrica e enviou os vídeos para uma amiga, dizendo que iria religar o padrão de energia, que fica no subsolo do prédio.
Em seguida, ela aparece nas câmeras entrando no elevador ainda conversando, depois passa pela portaria, fala com o recepcionista sobre a falta de energia e retorna ao elevador para descer ao subsolo.
Nilse relatou que a última imagem mostra Daiane gravando um vídeo que sequer chegou a ser enviado à amiga, como se a gravação tivesse sido interrompida de forma repentina.
A mãe destacou que a filha tinha desavenças com pessoas do prédio. “Tivemos no ano de 2025 muitos problemas que geraram processos contra o condomínio do prédio onde moramos. Processos que tramitam na justiça de Caldas”, disse.
Sem respostas
Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi vista pela última vez dia 17 de dezembro
Arquivo pessoal/Nilse Alves Pontes
Segundo a mãe, Daiane é solteira, tem uma filha de 17 anos, e não teve nenhum relacionamento recente.
De acordo com a família, a polícia quebrou o sigilo bancário e identificou que não houve transações na conta da corretora após o desaparecimento. Varreduras no entorno do prédio foram realizadas e não houve mais sinal no celular dela.
Outro ponto que intriga a família é o fato de a porta do apartamento ter sido deixada aberta por Daiane, mas encontrada trancada. “É um mistério”, pontuou Nilse.
Abalada pela falta de respostas, a idosa afirmou que o tempo só aumenta a angústia. Nilse afirmou que está pagando um carro de som para circular pela cidade e cobrar providências das autoridades.
Além disso, uma manifestação foi realizada em Caldas Novas e outra está marcada em Uberlândia, na Praça Tubal Vilela, para sexta-feira (17), às 16h, quando o desaparecimento irá completar um mês.
“Uma cidade 100% turística, como Caldas Novas, como uma pessoa pode desaparecer sem deixar nenhum sinal? Eu não tenho mais para onde procurar, a não ser buscar a mídia e as autoridades”, afirmou a mãe.
Polícia Civil investiga desaparecimento de Daiane Alves Sousa
Divulgação/Polícia Civil
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