Despedida a pilotos mortos em acidente no Rio tem homenagem com 'cortejo' de helicópteros
19/01/2026
(Foto: Reprodução) Helicópteros fazem voo durante enterro de pilotos no Caju, no Rio
Os corpos de dois dos três pilotos mortos em acidente no Rio no sábado (17) foram sepultados nesta segunda-feira (19), no Rio de Janeiro. Os três realizavam um voo de instrução para familiarização com o modelo de uma aeronave quando caíram, em Guaratiba, na Zona Oeste.
O instrutor de voo Diego Dantas Lima Moraes foi cremado na tarde desta segunda, após velório realizado das 15h às 17h na capela B Premium do Cemitério do Caju, na Zona Portuária do Rio.
Vários helicópteros sobrevoaram e ficaram parados sobre o cemitério, em uma homenagem ao piloto. A cena que provocou curiosidade de quem
O major da Força Aérea Brasileira (FAB) Sérgio Nunes Miranda foi enterrado às 16h30, na capela 9 do Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste da cidade.
Familiares, amigos e colegas de profissão se despediram das vítimas em cerimônias marcadas por comoção e homenagens.
Os três mortos no acidente são: Lucas Souza, Diego Dantas e Sérgio Nunes
Reprodução
📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça
No sábado, o capitão do Corpo de Bombeiros Lucas Silva Souza foi enterrado em Silva Jardim, na Região dos Lagos.
Em um discurso no velório, a mãe fez muitos elogios ao filho e disse que o bombeiro tinha aceitado fazer o trabalho para ter uma renda extra e poder ajudar a família.
"Eu tenho orgulho de ser mãe do Lucas. Pelo caráter, pela bondade dele. Gostava de ajudar as pessoas. Ele colocou o currículo dele para fazer esse voo porque era um dinheiro a mais que ele ia ganhar no final de semana, e ele queria pagar o plano de saúde para mim, o plano de saúde para o pai dele. Ele falou: eu não estou com ganância de dinheiro, não. Eu quero é para isso, para ajudar vocês", disse.
O acidente
Detalhes do helicóptero que caiu no RJ
Arte/g1
O acidente é investigado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), com acompanhamento da Polícia Civil.
A aeronave era um Robinson R44 II, de prefixo PS-GJS, que pertencia a Diogo Stasiak e era usada para voos panorâmicos. De acordo com a investigação, o helicóptero havia passado recentemente por manutenção e estava com a documentação regular, conforme informou o Cenipa.
De acordo com a Polícia Civil, o helicóptero havia saído do Recreio e seguiu até um clube de aviação esportiva na região de Guaratiba. As investigações apontam que, após chegar ao local, os pilotos realizaram mais um voo.
Segundo testemunhas, a aeronave decolou do hangar da Helimar, no Recreio, e passou pelo Clube Céu, em Sepetiba, onde houve troca de pilotos posicionados em hastes. Em seguida, o helicóptero decolou novamente e realizou manobras conhecidas como circuito antes de desaparecer.
Imagens mostram o helicóptero realizando manobras de instrução na região de Guaratiba pouco antes da queda. Logo depois, equipes do Cenipa e do Corpo de Bombeiros foram acionadas.