Sônia Guajajara deixará ministério para disputar reeleição como deputada federal por SP
20/03/2026
(Foto: Reprodução) A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, deixará o cargo para disputar a reeleição como deputada federal por São Paulo.
O último dia à frente da pasta deve ser 30 de março.
Ao g1, a ministra falou sobre o legado de sua gestão.
“Eu acho que [o legado] é a retomada da demarcação das terras indígenas, a desintrusão de invasores dos territórios, mas eu acho que, sobretudo, é trazer a pauta indígena para a centralidade do debate público, para a centralidade da política pública”.
Uma possibilidade é que Eloy Terena, secretário-executivo do ministério e número dois da pasta, assuma o cargo deixado por Sônia.
Em conversa com comunicadores nesta sexta-feira (20), em São Paulo, ela também falou sobre os desafios dos últimos três anos, como o enfrentamento com o movimento indígena, que, segundo ela, por vezes não entendia a paralisação de demarcações.
O pano de fundo para essa paralisação é o impasse jurídico entre Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso. Enquanto os ministros do Supremo negaram por maioria o marco temporal, o Congresso aprovou a lei sobre o tema.
Ainda assim, a ministra destaca que o governo federal demarcou 20 terras indígenas nos últimos três anos, número maior que a última década.
O Ministério dos Povos Indígenas (MPI) foi criado em janeiro de 2023, no começo do terceiro governo Lula (PT). O objetivo foi levar a questão indigenista ao primeiro escalão do Executivo, uma promessa do presidente, buscando garantir os direitos constitucionais de 1,7 milhão de pessoas e 305 etnias, assumindo a gestão direta de políticas de demarcação e a proteção de povos isolados.
Ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara.
Ascom/MPI